O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas? Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais. A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas; vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes. E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. (At 7:48-54)
“De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” (Hb 7:11)
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2:8)
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Frequentemente, Jesus deixava aos que estavam a sua volta maravilhados com o fato de tanto entender das Escrituras sem ter estudado as “letras”. Ainda pequeno ele deixava atônitos os “sábios”, deixava as multidões de sua própria terra assustados, se perguntando: “Como pode este, a quem conhecemos, de quem éramos vizinhos, a quem cuja família vive no nosso meio, e a quem viveu uma vida comum, como um simples carpinteiro, falar com tanta sabedoria e autoridade?”. Era um fato comum, Jesus causar este espanto. Dada a sua ressurreição e ascensão, os discípulos receberam o Espírito Santo, e começaram a pregar o Evangelho do Senhor Jesus.
Ora, o chamado de Jesus a homens de atividades comuns, como Pedro, por exemplo, a quem disse: “Vinde a mim e eu o farei pescador de homens”, também viria a causar o mesmo tipo de espanto.
“Seria um milagre ainda mais incrível que apenas em uma geração uns tantos homens simples e rudes (pescadores muitos deles) inventassem uma personalidade tão poderosa e atraente como a de Jesus, uma moral tão elevada e uma tão inspiradora idéia da fraternidade humana. Depois de dois séculos de Alta Crítica as linha gerais da vida, do caráter e dos ensinamentos de Cristo permanecem razoavelmente claras e constituem o acontecimento mais fascinante da história do homem ocidental”. (Will Durant em História da Civilização – César e Cristo).
Coloquei um trecho do discurso de Estevão diante dos principais dos sacerdotes, do conselho dos anciãos, da elite judaica. O discurso completo dele é belíssimo, ele faz um resumo maravilhoso sobre a história dos hebreus, até o presente momento em que haviam chegado. Ao chegar ao ápice da sua palavra, ele destaca aquilo que nos remete da infância de consciência, para a consciência em fé adulta, madura, crescida:
1 – Deus não está preso a geografias. O templo construído pela mão de homens não é a casa de Deus. O templo, na consciência adulta em fé, são os filhos do Evangelho, são pessoas.
Os cristãos sabem dessa informação, mas como vivem com um pé na Lei, e um pé na Graça, ora declaram que o “Templo somo nozes” (rsrs), ora em total contradição citam um Salmo dizendo: “Alegrei-me quando me disseram, vamos a Casa do Senhor!”, e o citam com a mente tapada voltada ao templo-prédio, voltada a mente da Lei, pensando neste Salmo com o espírito da Velha Aliança. Inúmeras vezes ouvi estes discursos da Lei, de pessoas que sabem da informação de que nós somos o Templo, o lugar Sagrado, o lugar da Reverência, de que a Vida é o culto, todavia, gente que não tem coragem de fazer os APLICATIVOS práticos disso, pois isso destruiria as milhares de tradições de homens que se fundaram nos “templos”, “igrejas”, “denominações”, “casas de Deus”!
Quer um exemplo?
Se nós somos o Templo, por que os cristãos, em especial os EVANGÉLICOS citam Malaquias 3, colocando em ênfase o fato de que o dízimo tem de ser entregue no “Templo”? Por que citam este trecho com o espírito de intimidação e medo – dos gafanhotos, de ser um ladrão, de ir pro inferno, bla bla bla – se o espírito do Evangelho é o fazer tudo por AMOR? A fundação do Evangelho é o AMOR, e o amor lança fora todo o medo. Nada no NT, em especial quanto a OFERTAS, é feito por medo. Tudo é estimulado em AMOR, as palavras de JESUS quanto ao DÍZIMO são, façam isso, mas mais importante ainda é o AMOR, as palavras de Paulo quanto a OFERTAR nos dizem que aquele que não dá com ALEGRIA E AMOR, mas pela obrigatoriedade de dar, e pelo medo das condenações e maldições, melhor que não dê! O texto dele sobre o AMOR nos diz que SEM AMOR, NADA SE APROVEITA! Dê tudo o que você tem aos pobres, mas sem amor, nada vale. E pior, tem o pessoal da circuncisão ”Prosperidade”, que estimula o pessoal a investir na bolsa de valores celestial, dando dinheiro pro “templo” com intenção deliberada (causada pelos “sacerdotes”) de receber mais. É a ganância sacra. O capitalismo celestial. A distribuição de renda angelical…
Concluindo, nós somos o templo é poesia para os cristãos do “templo”. O templo é a pedra mesmo, a gente vai pra casa e deixa Deus trancado na igreja… aliás, é por isso que a maioria deve agir de modo santo no “culto”, e agir diabolicamente quando volta pra casa e pra vida cotidiana…
2 – O Justo (Jesus) é o referencial de como viver, como agir, como interagir, como amar, como pensar, como SER.
Como Jesus tratou as prostitutas? Como a “igreja” trata as prostitutas?
Como Jesus cumpriu o Salmo 1, em que roda de escarnecedores ele não gostava de ir?
Como Jesus via o “templo”? Como ele interagiu e tratou com o pessoal do “templo”?
O que abre os olhos senão quando vemos “tudo o que acerca dele consta em todas as Escrituras”? As Escrituras só fazem sentido quando tem nEle o referencial de interpretação. Aquilo que parece com Jesus, é Palavra de Deus. Aquilo que não parece, que não trata como ele tratou, que não faz como ele fez, que não parece com o modo dEle, não é Palavra de Deus.
Um exemplo? Os samaritanos, que eram uma classe desprezada pelos judeus, por terem se desvencilhado da ortodoxia judaica. Criaram seu lugar de culto, alteraram costumes, mas tentaram manter suas raízes judaicas e criam muito que o Messias lhes esclareceria dúvidas e traria-lhes esperança. Os samaritanos representam o pessoal que ama a esperança que há no Messias, mas não se encaixa na ortodoxia religiosa. Os samaritanos representam qualquer minoria “desviada”, desprezada, diferente, maltratada…
Quantos samaritanos hostilizados pela religião não existem hoje?
Como Jesus tratou com os samaritanos?
Aqueles que estão dispostos a buscar a maturidade de consciência no Evangelho de Cristo, saibam: Os fariseus continuam enchendo os “sinédrios”, os “templos”, pois eles amam os lugares do púlpito e serem saudados pelos homens como “rabis”. Amam a aparência de piedade, de jejuns, orações, e coisas mais. Amam a ortodoxia, colocando pesos nas costas das suas ovelhas, pesos estes que não movem nem com um dedo. Amam ir até os lugares mais distante fazerem de pessoas interessadas em Deus, os indivíduos mais empedrados na alma e mais condenados pela angústia que a ortodoxia gera. Amam a glória dos homens, e não tem nenhum problema em desprezar a Palavra de Deus para proteger as tradições dos homens. Os templos estão cheios de “sacerdotes”, pois tais homens não entenderam que Jesus nada tem a ver com a linhagem humana de sacerdócios, mas é sumo sacerdote de uma ordem única, a de Melquisedeque, desvencilhado do espírito da Lei, das acumulações de tradições das linhagens sacerdotais humanas, é feito Sumo Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque, e todo o que nele crê, é sacerdote real, visto que Jesus é sumo sacerdote e rei de Salém, rei de PAZ. Sendo os que crêem sacerdotes, não necessitam mais de mediação, pois tem acesso livre a Deus, segundo o único mediador, Jesus, que nos deu autoridade para ministrar o Evangelho, com toda implicação prática que isso traga. Não existe mediação de homens superiores a nós, nem de templos, e nosso “status” de firmes na via, ou desviados, não se define pela frequência a nenhum lugar de “culto”, mas a nossa vida é o CULTO.
Os fariseus continuarão a encher o coração de ódio e ranger os dentes contra todo aquele que não aceitar a gerência sacerdotal deles, que não aceitar as suas tradições, que não os ver como seres superiores, imantados de uma unção e autoridade maior do que os demais, que não aceitar as suas determinações, portanto, não fique brincando com o Evangelho e aceitando estes cativeiros levíticos, pois Jesus nada tem a ver com a Lei, pois O FIM DA LEI É CRISTO, PARA JUSTIÇA DE TODO AQUELE QUE CRÊ.
Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, pela unção da Graça de Cristo,
W.F.
gostei muito de tua maneira de pensar vc ja leu livro de urantia?