Quando se fala em Teologia, devemos entender a limitação da mente humana e da nossa lógica.
Teologia pode ser genuína se é expressão da vontade do ser em conhecer a Deus. Teologia pode ser uma pretensão quando a intenção é fazer Deus caber em nossa lógica, fazendo dele deus, um deus menor que a lógica que o compreende plenamente.
Nosso discernimento de bem e mal provém do primeiro engano da serpente a raça humana. Desvendar o certo e errado sem o nascer de novo conforme a natureza divina – vendo tudo conforme a mente de Cristo – é escolher pelo engano.
Teologia pode ser boa quando todo discernimento já nasça na Graça e da Graça. Fora da Graça, fica a nossa mente cheia de engano.
O Cristianismo viveu o caminho da des-Graça, por isso deu no que deu, e continua dando, com monges se esbofeteando em “igrejas de santos sepulcros”, com gente cobrando dinheiro pelo favor de Deus, com hierarquias malignas sendo elaboradas, com reinos visíveis sendo erigidos, com louvores sem ação de amor pelo próximo, com todo o lixo que vemos…
Fora da Graça, teologia é des-Graça.
Então saiba: “Sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso.”
Deixemos nossas idéias do tamanho que elas são: Idéias humanas, passíveis de toda sorte de engano e erro. E fique verdadeiro aquilo que o próprio Deus estabeleceu em sua encarnação, em seu modo de viver e amar.
Permaneça o Teo. A lógica, a gente deixa do tamanho que ela é.
Assim é Teo-logia.
W.F.
