Criei um tópico sobre a posição teológica do Universalismo (Todos estão reconciliados por meio de Jesus, só não sabem disso, propõem o Universalismo) para sondar as opiniões da galera, e o mano Humberto Serrabranca Campos deixou uma opinião digna de nota!
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Deixe-me contar uma experiência pessoal. Minha avó tem 80 anos, é analfabeta (aprendeu a desenhar o nome para assinar a aposentadoria), morou no interior a vida toda e não fez outra coisa do que cuidar da família. De vez em quando eu a abraço bem forte e pergunto: “Vó, a senhora crê em Jesus Cristo como seu salvador?” Ela me responde: “Creio em Jesus e em N. Senhora”. Ao invés de começar a dizer para uma senhora meio-surda que só existe um fundamento que é Cristo, que ela precisa “entregar” a vida ao Senhor etc., o que faço é discernir como foi a vida dela, e daí que a misericórdia do amor que triunfa sobre o juízo se faz presente, porque ela sempre foi conciliadora, sempre evitou inimizades, suportou as infidelidades do meu falecido avô, dispôs sua vida em função dos outros como toda mãe de família numerosa costuma fazer. Sabe que não sinto em meu coração que ela será condenada? Muito pelo contrário, creio que ela terá repouso no Senhor de alguma forma maravilhosa e me alegro com isso.
1 Tm 4.10 Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.
Somos instrumentos da justiça de Deus, mas o Justo é Ele, em quem não há mudança, nem sombra de variação (Tg 1.17). Aleluia!
“A idéia tendenciosa que circunda o universalismo é só uma: ’se Deus já salvou todo o mundo, dá licença que eu vou pecar.’”
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Será mesmo? Sou universalista e não tenho essa idéia cretina. E conheço universalistas muito bacanas, pessoas cordatas e sinceras. Penso sim que, se existe de fato um Deus JUSTO e VERDADEIRO (não o deus cretino feito sob medida judaica-cristã), haverá justiça para com os atos humanos. Não é uma espécie de oba-oba, não.
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Sobre a “licença para pecar”, interessante que eu já ouvi esse pedido sair da boca de alguns calvinistas. Eles me disseram: “Já que não posso perder a salvação, não tenho com o que me preocupar, exceto a perda do meu galardão que é segundo as obras”. Eles preferem perder o “bônus” (‘Milênio’ e algumas ‘pedrinhas na coroa’), desde que eles já tenham a bela ‘certeza de salvação’.
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Os únicos que não pedem licença para pecar são os arminianos. Também pudera, né? O medo de perder a salvação é tanto que eles vivem se autopunindo o tempo todo!
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Enfim, esse pedido de “licença” vai de cretino pra cretino, não importando a cartilha que seja adotada.
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Abraço