Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. Jesus
Após a morte de Jesus, a depressão tomou conta dos discípulos. Aqueles homens que se alegravam e festejavam todos os dias os milagres do Senhor, agora, amotinavam-se em cantos escuros lamentando amargamente, dizendo em seus corações: “Não pode ser, era para ser ele, ele era a pessoa certa, como ele pôde nos deixar assim?”.
Dúvida, lamento, tristeza e confusão reinava no coração daqueles que abandonaram tudo para seguir o doce rabino.
As mulheres se contentavam em cuidar do defunto, perfumar o cadáver, derramar lágrimas no túmulo daquele que amavam.
Jesus havia declarado inúmeras vezes ser necessário ao Messias padecer, e ressuscitar ao terceiro dia, ainda assim, a incredulidade tomou conta do coração de todos.
Jesus havia bradado do alto do monte: “A minha vida ninguém a tira. Eu a entrego quando quiser, este mandato recebi de meu pai”. Aquele que era sem pecado, não receberia o salário do pecado, a menos que decidisse fazê-lo. E ele deu a vida, por amor de muitos. O cordeiro que tira o pecado do mundo atraiu todos a si, e na Cruz reconciliou o mundo inteiro fazendo de todos os povos um. Um morreu por todos, para que todos vivam por um, por Ele, para Ele.
Jesus não morreu como os demais homens, ele entregou a vida. Jesus não somente ressuscitou, ele é a ressurreição.
O final da jornada do carpinteiro não era uma exceção a regra, a própria vida dele, em plenitude, era exceção a regra. Jesus ressuscitar não deveria ter sido surpresa alguma para os discípulos que o viram caminhar sobre as águas, curar cegos, multiplicar pães, perdoar pecados, pregar com sabedoria jamais vista e até mesmo ressuscitar a outros! A vida de Jesus só poderia culminar em vida, pois ele é vida. A vida de Jesus só poderia terminar em ressurreição pois ele é a nossa ressurreição! Portanto, tudo o que Jesus fez, não eram somente feitos, eram expressão natural do seu ser. Não eram somente obras, eram simplesmente o vazar de quem ele era, é e sempre será. E nós somos chamados a ser. Ser luz do mundo. Ser sal da terra. Sermos verdadeiros adoradores, sermos filhos do Aba, sermos sacerdotes e reis, sermos discípulos, sermos como Jesus é.
Que nossa vida seja feita de boas obras, mas não boas obras fabricadas do lado de fora, que estas boas obras sejam simplesmente o vazar natural de quem somos. Que possamos em toda escolha buscar a vida, para que haja vida em abundância, vida eterna. Que entendamos que o que vale para Jesus é ser. O que não é, recebe a maldição da figueira, que estava vestida farisaicamente de folhas (característica da época de colheita de figos, pois a figueira só apresenta folhas juntamente com os frutos), sem possuir frutos.
Que sejamos.
W.F.